sino

domingo, 18 de dezembro de 2016

O Melhor presente de Natal é seu!





E o Natal está chegando.

2016 resiste a não chegar ao fim, mas é inevitável.

E desta vez, como nunca, todos torcem para que acabe logo e que 2017 nos livre de tanta ansiedade.

Parece impossível não pensar em tantas coisas ruins que aconteceram neste ano!

Todos os dias recebo no consultório pessoas angustiadas , ansiosas e deprimidas.

É, estamos a procura de uma saída.

Quem sabe a magia do Natal? 



Quem sabe pedir a Papai Noel?

Boa ideia... pedir presentes a ele...  

Mas eu tenho uma ideia melhor, talvez a melhor delas.

É simples:

DÊ A VOCÊ MESMO O MELHOR DOS PRESENTES!



E qual será ele?

A troca do carro do ano passado pelo do ano que vem?

A solução daquele problema de fevereiro passado até fevereiro do próximo ano?

Jóias, um emprego novo, um namorado?

Não, nada disso!

Entenda, bens materiais trazem uma alegria passageira. Na medida que você os conquista logo parte para outros desejos.

Para que empregos e namorados se transformem em um belo presente você tem que estar bem consigo mesmo ou não dará certo,,,,,

Então qual é?

SEU MELHOR PRESENTE: O PRESENTE!

Pare de gastar seu tempo e energia pensando no que já foi.

Nem se angustie pensando em um futuro que ainda não chegou.

Isso não é ser irresponsável. Na situação que o país e o mundo estão vivendo ou mesmo em épocas mais brandas é uma estratégia de vida, uma forma de recarregar suas baterias a cada dia.

Como fazer?

Todos os dias pela manhã, ao abrir os olhos, sorria.

Sorria e dê bom dia ao seu dia.

Em seguida agradeça. Por tudo. Pelo que você já tem e pelo que ainda vai conquistar.



Você vai se surpreender ao perceber que quando foca em agradecer pelo que tem, descobre que possui muito mais do que sabia .

Deixe seu dia fluir, não fique ruminando expectativas na sua cabeça!

Não antecipe ações nem reações, deixe acontecer.

Assim, você estará mais relaxado e alerta para resolver as coisas a medida que elas surgirem.

Você já deve ter notado que muitas vezes, quando antecipamos o que diremos ou faremos diante de algumas situações em geral ficamos frustrados porque o script ensaiado não era o mais adequado.

Portanto, não faça isso, viva a história ao invés de inventá-la.

Agradeça e preste atenção em tudo o que fizer no dia.



Outro método muito eficiente é manter um diário de coisas positivas. Anote nele todas as noites os acontecimentos e sentimentos mais importantes do dia.

E naqueles momentos em que se sentir meio desanimado volte ao diário, releia algumas páginas e rapidinho um sorriso vai brotar no seu rosto.

E à noite ao deitar, agradeça novamente a tudo o que fez, aprendeu ou sentiu.



Em muito pouco  tempo você notará que seu estado emocional melhora, que tudo parece mais fácil.  

Tem melhor presente do que esse?

Então, um ótimo Natal para você com o melhor PRESENTE de todos!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O que aprender de 2016



Depois de muito tempo cá estou para falar do interminável 2016

Que ano de enlouquecer!

Quanta gente sem emprego, quantos funcionários públicos sem receber salários.

Se não bastassem as dificuldades econômicas vivemos grandes traumas éticos. 

Como permitir que os que nos governam tenham uma postura tão degradante?

Houve grandes perdas também. Ídolos e personalidades muito queridas nos deixaram.

Muitas vezes as montes!

Convivemos passivamente com o drama de milhares de vítimas do terrorismo, de refugiados, de vítimas de um sistema de saúde de mentira.

Vimos chegar ao poder gente desequilibrada e potencialmente perigosa.

O que aprender de 2016?

Talvez, que  somos os únicos responsáveis por tudo o que acontece no mundo.

Se deixarmos de lado as manchetes dos noticiários, encontraremos muitos fatos positivos.

Mas tudo leva a crer que a maior crise que vivemos é a da educação.

Não a educação formal, escolar, mas aquela dada em casa, na comunidade, nos nossos grupos de convivência.

Não podemos mais adiar um trabalho conjunto de formação de nossos jovens e de um chamamento à razão aos mais velhos.

Um chamamento para que façamos uma revisão de nossos valores.

De que precisamos desenvolver muitas ações para que se valorize mais o respeito, a ética e a cooperação ao invés de superestimar o valor do dinheiro e do status. 

E só os adultos tem força suficiente para fazer isso. Será que somos capazes?

A tragédia de Chapecó trouxe a nós uma grande lição vinda da Colômbia e sua demonstração de solidariedade, carinho e apoio.

Foi lindo o "jogo" que não aconteceu...

Será que não podemos aprender com isso?

Será que dali não podemos buscar um caminho para nossos próximos passos?

Não sei, só esperando para ver. Afinal, cada dia mais os fatos bons ou ruins desaparecem de nossas memórias como mágica.

Tudo é muito fugaz.

Só não se esqueçam de que a vida também o é. 

Um sopro que passa rápido.

Desejo à vocês que as reuniões de fim de ano valorizem a amizade, celebrem o amor e não se transformem em momentos de fofocas e comparações sem sentido. 

E que no ano novo tenhamos como objetivo nos tornarmos aquilo que somos, apenas pessoas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Salvemos 2015

2014 foi um ano difícil no mundo inteiro.

Sem considerarmos as dificuldades políticas e econômicas vividas por muitas nações, ainda temos algo mais grave e antigo circulando por aí: a intolerância.

São guerras santas de grandes ou pequenas proporções que jamais teriam o aval de seus líderes.

Ou alguém imagina os seres cultuados pelas diversas religiões pregando por aí algo como "matai-vos uns aos outros"?

Mas é exatamente o que c o n t i n u a m o s a fazer.

Dá um tédio.... um desânimo incrível pensar que no século XXI ainda agimos como bárbaros.



Quantos perderam suas vidas e sua alegria neste ano em nome da intolerância e do desrespeito às diferenças?

E também, quantas "guerras" foram travadas nas redes sociais em nome das convicções políticas de cada um aqui no Brasil?

São ações de magnitudes diferentes mas que nos mostram que não estamos sabendo usar nossos melhores atributos, ou os dedicamos apenas ao que nos interessa particularmente, o que não é uma boa receita para quem está em um mesmo barco.

Egoísmo, violência, intolerância e desamor jamais vão construir algo.

Precisamos de uma nova revolução.

Algo parecido com o que queriam os hippies dos anos 60.

Algo como aquilo pelo que pedem os que levam suas vidas construindo caminhos diferentes, orando e trabalhando por um mundo melhor.

Bastaria um pequeno esforço individual.

Um olhar generoso, uma palavra gentil, um ato solidário ou até mesmo uma mera atitude de evitar a falta de gentileza ou respeito.

Uma atenção e valorização maior das boas notícias que nos chegam ao invés da entrega à sedução dos noticiários trágicos.

Um estar em alerta às crianças e aos jovens, cuidar de sua educação, não só a formal, mas aquela que fornece a base da construção do eu. De um eu voltado ao bem e que rejeite todo tipo de mal.

È preciso compreender a impermanência da vida, das pessoas, do mundo.

Saber que tudo passa pode aliviar tensões mas deve também nos fazer querer construir fugazes e bons momentos.

Escolher o contrário é sinal de desequilíbrio.

Por mim, desejo a todos um 2015 cheio de amor e carinho, muita saúde e muito equilíbrio, muita sorte e muita esperança, sorrisos sem fim e alegria compartilhada.

Salvemos 2015.

Namastê





domingo, 7 de dezembro de 2014

Olhar o mundo



No #Ciniciência do MIS (atividade mensal que une ciência e cinema no Museu da Imagem e do Som de SP)de hoje, 07/12/14, entre muitas falas sobre o filme O 5º Poder, falou-se sobre a frase  que José Luiz Goldfarb costuma usar em suas despedidas nas redes sociais: 

"Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos"


Se pesquisarmos por aí veremos que a frase traduz o sentido de mutas outras existentes em culturas diversas.

E o significado dela é presença constante no exercício da filosofia, da sociologia, da psicologia e em todas as áreas que buscam compreender o homem e suas relações.

A debatedora convidada, a jornalista Rosana Hermann, nos lembrou também da ideia tão conhecida por todos do significado que damos ao "olhar".

 Frases tradicionais ligam esse sentido a ações de domínio, de medo e até como "arma de guerra"!

Por exemplo:
- "meu pai não diz nada. Basta um olhar para saber que estou sendo repreendido, reprovado" ou

- " fulano de olho de seca pimenteira" 

-ou ainda o famoso e temido "olho gordo" o da destrutiva inveja.
Sempre foi e pelo jeito sempre será assim.



Vemos a vida conforme nossa percepção dos fatos. E neste caso falamos apenas da percepção através do "olhar". Mas somos seres complexos, com outras formas de "ver " o mundo. Vemos com o tato, com o olfato, com a audição. Ainda bem, ou teríamos que excluir desta conversa os deficientes visuais.

O registro de nossas percepções e a maneira como as decodificamos traçam nosso andar pela vida. Determina nossas ações, nossas relações com o outro e nos leva a construir ou destruir, a preservar ou descartar coisas e pessoas.

E não é a toa que tantas vertentes científicas se debruçam sobre o assunto.

Melhorar nossa visão da vida e  nossas atitudes em relação à ela é a única forma possível de darmos continuidade à raça humana.

O filme de hoje, trata também como tema secundário da ambição do criador de um site de notícias que não abre mão de seus métodos e de seu sucesso apesar dos riscos que envolveram pessoas e instituições.

Juntando todas as partes desse emaranhado de informações, chegamos aos conceitos de sempre: orgulho, vaidade, ambição, que invariavelmente desembocam em desrespeito, destruição e guerras de todo tipo ou dimensão.

E pior, chegamos a conclusão de que o homem não mudou muito desde os primórdios da civilização.

Todo o conhecimento adquirido serviu mais para o desenvolvimento de novos métodos belicosos do que de nossa capacidade de relacionamento construtivo.

Mesmo quando nossas criações tiveram fins louváveis, logo surgiam situações de intenções duvidosas relativas a elas.

Até tivemos esperança por muito tempo de que uma tal "Era de Aquário" marcaria um tempo de paz e amor.



Ela chegou e nos frustrou.

 Mas somos teimosos e insistentes e essa é nossa tábua de salvação já que nos leva a continuar tentando e esperando que as coisas melhorem.

Com os novos meios de informação e comunicação o mundo se tornou mais próximo, mais acessível e mais democrático.

Precisamos cuidar para que seja feito um bom uso disso.

O assunto é muito complexo, tem muitos caminhos a seguir e implica na união de esforços de várias profissões e de todas as pessoas.

Como psicóloga acredito muito na força da terapia como instrumento de transformação.



Podemos ajudar e muito não só em terapias individuais e em grupo de pessoas que buscam a solução de seus problemas e crescimento pessoal, mas também no uso de técnicas que ponham fim aos fantasmas do stress, aos medos e inseguranças, ao pânico... E mais ainda em trabalhos de orientação de pais e professores, profissionais diversos.

Como educadores em psicologia também podemos melhorar a forma como profissionais de todas as áreas olham o mundo e para o mundo. Afinal, não há profissão em que não tenhamos vínculos com outras pessoas.



Como dizia meu teórico favorito, Carl Rogers: "Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele"

Por isso pense:

Faça Terapia!!!!!

Namastê

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

o ENEM no divã





É sempre assim, todos os anos, há muitos anos, na véspera de vestibulares importante, mais recentemente do ENEM a imprensa passa dias divulgando informações sobre a realização das provas.

Até aí, ótimo, afinal é importante saber como, onde, o horário, o que é permitido ou não levar para a sala de provas,etc.

O problema, é que entre as informações, insistem em falar em nervosismo, na insônia "certa" nos dias que antecedem o evento.

E mostram isso dizendo que é normal. E todo mundo acredita!

Lamento informar, mas não é normal. É apenas comum.

Ansiedade e insegurança são sentimentos possíveis na vida da maioria, mas nos últimos anos a ideia de que sentimentos tão ruins tem que ser vistos como normais vem ganhando intensidade e as pessoas praticamente exigem dos jovens que os demonstrem, que os sintam.

Mas não é nada disso!

Há muitos anos trabalho com pacientes ou grupos (entre eles os vestibulandos) ensinando técnicas de relaxamento e auto controle. Técnicas que deveriam fazer parte da bagagem de todos nós. Este trabalho reduz a ansiedade em relação às provas, assim como o fazem em diversas outras áreas de nossas vidas e isso leva a um desempenho melhor.

Muitos procuram ajuda durante o ano que antecede o vestibular. Outros, pouquíssimo antes das provas. Preciso dizer quem tem melhores resultados? 

Mas é importante que pais, professores e os próprios alunos entendam que medo, ansiedade, insegurança não são sentimentos desejáveis, que precisam ser compreendidos, combatidos e substituídos por calma, foco e segurança.



Se o aluno estudou e dedicou boa parte de seu tempo seguindo as normas necessárias para estar preparado para prestar o exame, deve ter fé em si mesmo, em suas competências e ir para a prova com equilíbrio, nunca com medo.

No mais, é cuidar para que na semana que antecede o exame, cuidar do sono e da alimentação, fazer revisões mas não esquecer de reservar um tempo de lazer ou de ócio mesmo.

E competir.

Se atingir boas médias, ótimo!.

Se não for bem, nada de desanimar afinal você já sabe muito e não recomeçará do zero.

Boa sorte

sexta-feira, 4 de abril de 2014

JOIA RARA




E Joia Rara terminou.

E eu não conseguiria não comentar algo sobre essa trama que merece todos os prêmios nacionais e internacionais!

A novela foi um esplendor, sem críticas possíveis embora tenham ocorrido alguns erros de figurino e vocabulário

Mas esses erros foram esquecidos graças à competência de autores e diretores.

Não é sempre que vemos uma novela que abre espaço para o brilho de todos os atores e suas personagens. Os atores pareciam fascinados pelo trabalho e nos mostraram toda sua força, todo seu mergulho na arte da interpretação.

Não é possível apontar favoritos, apenas tornou-se obrigatório aplaudir em pé a maravilha que é essa menina Mel Maia! 

Também não pode passar em branco a participação de duas de nossas maiores damas do teatro: Nicete Bruno e Glória Menezes. A primeira pela volta ao trabalho mesmo no período de luto, e não um luto qualquer! A segunda pela coragem e entrega total à sua arte ao interpretar a Pérola monja, idosa e linda!

Quem acompanha o blog pode estar estranhando a abordagem de um tema tão "mundano", frívolo como uma novela. Outros, o time anti Globo vão ficar muito bravos com minha "perda de tempo". Mas eu explico. 

Foi uma bela e empolgante estória com uma  caracterização de época sensacional. Nos mostrou importantes dados sobre a história do país. Nossas músicas, os cabarés, as vedetes, o movimento trabalhista, as divergências políticas e o cenário nacional pré e durante a II Grande Guerra.

Este texto só veio parar aqui por causa do tema central da trama, o Budismo Tibetano, pouco presente na TV. Essa mesma TV que insiste cada dia mais em mostrar violência, sexo vulgar, vícios e irresponsabilidades de maneira geral, de repente nos deu uma breve passagem por conceitos de paz, amor, perdão, dedicação....

O mundo precisa disso!

Precisamos dar mais atenção ao que há de bom na humanidade ao invés de valorizarmos apenas o lado errado, o lado decadente.

A paz é possível, mas como dito no discurso final da Pérola Rinpoche, a paz, é uma decisão de cada um de nós, e o amor está lá no âmago de cada um. O amor altruísta, que reflete a compaixão. Conceitos que não deveriam ser exclusivos dos praticantes de nenhuma religião.

Deveriam estar no cotidiano de cada um de nós.

Como o nome desse veículo aqui é Paz e Tal.... aqui estou!

Parabéns à emissora, aos autores, aos diretores, equipe técnica e atores. Que venham os prêmios, o reconhecimento!




Namastê