sino

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Salvemos 2015

2014 foi um ano difícil no mundo inteiro.

Sem considerarmos as dificuldades políticas e econômicas vividas por muitas nações, ainda temos algo mais grave e antigo circulando por aí: a intolerância.

São guerras santas de grandes ou pequenas proporções que jamais teriam o aval de seus líderes.

Ou alguém imagina os seres cultuados pelas diversas religiões pregando por aí algo como "matai-vos uns aos outros"?

Mas é exatamente o que c o n t i n u a m o s a fazer.

Dá um tédio.... um desânimo incrível pensar que no século XXI ainda agimos como bárbaros.



Quantos perderam suas vidas e sua alegria neste ano em nome da intolerância e do desrespeito às diferenças?

E também, quantas "guerras" foram travadas nas redes sociais em nome das convicções políticas de cada um aqui no Brasil?

São ações de magnitudes diferentes mas que nos mostram que não estamos sabendo usar nossos melhores atributos, ou os dedicamos apenas ao que nos interessa particularmente, o que não é uma boa receita para quem está em um mesmo barco.

Egoísmo, violência, intolerância e desamor jamais vão construir algo.

Precisamos de uma nova revolução.

Algo parecido com o que queriam os hippies dos anos 60.

Algo como aquilo pelo que pedem os que levam suas vidas construindo caminhos diferentes, orando e trabalhando por um mundo melhor.

Bastaria um pequeno esforço individual.

Um olhar generoso, uma palavra gentil, um ato solidário ou até mesmo uma mera atitude de evitar a falta de gentileza ou respeito.

Uma atenção e valorização maior das boas notícias que nos chegam ao invés da entrega à sedução dos noticiários trágicos.

Um estar em alerta às crianças e aos jovens, cuidar de sua educação, não só a formal, mas aquela que fornece a base da construção do eu. De um eu voltado ao bem e que rejeite todo tipo de mal.

È preciso compreender a impermanência da vida, das pessoas, do mundo.

Saber que tudo passa pode aliviar tensões mas deve também nos fazer querer construir fugazes e bons momentos.

Escolher o contrário é sinal de desequilíbrio.

Por mim, desejo a todos um 2015 cheio de amor e carinho, muita saúde e muito equilíbrio, muita sorte e muita esperança, sorrisos sem fim e alegria compartilhada.

Salvemos 2015.

Namastê





domingo, 7 de dezembro de 2014

Olhar o mundo



No #Ciniciência do MIS (atividade mensal que une ciência e cinema no Museu da Imagem e do Som de SP)de hoje, 07/12/14, entre muitas falas sobre o filme O 5º Poder, falou-se sobre a frase  que José Luiz Goldfarb costuma usar em suas despedidas nas redes sociais: 

"Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos"


Se pesquisarmos por aí veremos que a frase traduz o sentido de mutas outras existentes em culturas diversas.

E o significado dela é presença constante no exercício da filosofia, da sociologia, da psicologia e em todas as áreas que buscam compreender o homem e suas relações.

A debatedora convidada, a jornalista Rosana Hermann, nos lembrou também da ideia tão conhecida por todos do significado que damos ao "olhar".

 Frases tradicionais ligam esse sentido a ações de domínio, de medo e até como "arma de guerra"!

Por exemplo:
- "meu pai não diz nada. Basta um olhar para saber que estou sendo repreendido, reprovado" ou

- " fulano de olho de seca pimenteira" 

-ou ainda o famoso e temido "olho gordo" o da destrutiva inveja.
Sempre foi e pelo jeito sempre será assim.



Vemos a vida conforme nossa percepção dos fatos. E neste caso falamos apenas da percepção através do "olhar". Mas somos seres complexos, com outras formas de "ver " o mundo. Vemos com o tato, com o olfato, com a audição. Ainda bem, ou teríamos que excluir desta conversa os deficientes visuais.

O registro de nossas percepções e a maneira como as decodificamos traçam nosso andar pela vida. Determina nossas ações, nossas relações com o outro e nos leva a construir ou destruir, a preservar ou descartar coisas e pessoas.

E não é a toa que tantas vertentes científicas se debruçam sobre o assunto.

Melhorar nossa visão da vida e  nossas atitudes em relação à ela é a única forma possível de darmos continuidade à raça humana.

O filme de hoje, trata também como tema secundário da ambição do criador de um site de notícias que não abre mão de seus métodos e de seu sucesso apesar dos riscos que envolveram pessoas e instituições.

Juntando todas as partes desse emaranhado de informações, chegamos aos conceitos de sempre: orgulho, vaidade, ambição, que invariavelmente desembocam em desrespeito, destruição e guerras de todo tipo ou dimensão.

E pior, chegamos a conclusão de que o homem não mudou muito desde os primórdios da civilização.

Todo o conhecimento adquirido serviu mais para o desenvolvimento de novos métodos belicosos do que de nossa capacidade de relacionamento construtivo.

Mesmo quando nossas criações tiveram fins louváveis, logo surgiam situações de intenções duvidosas relativas a elas.

Até tivemos esperança por muito tempo de que uma tal "Era de Aquário" marcaria um tempo de paz e amor.



Ela chegou e nos frustrou.

 Mas somos teimosos e insistentes e essa é nossa tábua de salvação já que nos leva a continuar tentando e esperando que as coisas melhorem.

Com os novos meios de informação e comunicação o mundo se tornou mais próximo, mais acessível e mais democrático.

Precisamos cuidar para que seja feito um bom uso disso.

O assunto é muito complexo, tem muitos caminhos a seguir e implica na união de esforços de várias profissões e de todas as pessoas.

Como psicóloga acredito muito na força da terapia como instrumento de transformação.



Podemos ajudar e muito não só em terapias individuais e em grupo de pessoas que buscam a solução de seus problemas e crescimento pessoal, mas também no uso de técnicas que ponham fim aos fantasmas do stress, aos medos e inseguranças, ao pânico... E mais ainda em trabalhos de orientação de pais e professores, profissionais diversos.

Como educadores em psicologia também podemos melhorar a forma como profissionais de todas as áreas olham o mundo e para o mundo. Afinal, não há profissão em que não tenhamos vínculos com outras pessoas.



Como dizia meu teórico favorito, Carl Rogers: "Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele"

Por isso pense:

Faça Terapia!!!!!

Namastê

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

o ENEM no divã





É sempre assim, todos os anos, há muitos anos, na véspera de vestibulares importante, mais recentemente do ENEM a imprensa passa dias divulgando informações sobre a realização das provas.

Até aí, ótimo, afinal é importante saber como, onde, o horário, o que é permitido ou não levar para a sala de provas,etc.

O problema, é que entre as informações, insistem em falar em nervosismo, na insônia "certa" nos dias que antecedem o evento.

E mostram isso dizendo que é normal. E todo mundo acredita!

Lamento informar, mas não é normal. É apenas comum.

Ansiedade e insegurança são sentimentos possíveis na vida da maioria, mas nos últimos anos a ideia de que sentimentos tão ruins tem que ser vistos como normais vem ganhando intensidade e as pessoas praticamente exigem dos jovens que os demonstrem, que os sintam.

Mas não é nada disso!

Há muitos anos trabalho com pacientes ou grupos (entre eles os vestibulandos) ensinando técnicas de relaxamento e auto controle. Técnicas que deveriam fazer parte da bagagem de todos nós. Este trabalho reduz a ansiedade em relação às provas, assim como o fazem em diversas outras áreas de nossas vidas e isso leva a um desempenho melhor.

Muitos procuram ajuda durante o ano que antecede o vestibular. Outros, pouquíssimo antes das provas. Preciso dizer quem tem melhores resultados? 

Mas é importante que pais, professores e os próprios alunos entendam que medo, ansiedade, insegurança não são sentimentos desejáveis, que precisam ser compreendidos, combatidos e substituídos por calma, foco e segurança.



Se o aluno estudou e dedicou boa parte de seu tempo seguindo as normas necessárias para estar preparado para prestar o exame, deve ter fé em si mesmo, em suas competências e ir para a prova com equilíbrio, nunca com medo.

No mais, é cuidar para que na semana que antecede o exame, cuidar do sono e da alimentação, fazer revisões mas não esquecer de reservar um tempo de lazer ou de ócio mesmo.

E competir.

Se atingir boas médias, ótimo!.

Se não for bem, nada de desanimar afinal você já sabe muito e não recomeçará do zero.

Boa sorte

sexta-feira, 4 de abril de 2014

JOIA RARA




E Joia Rara terminou.

E eu não conseguiria não comentar algo sobre essa trama que merece todos os prêmios nacionais e internacionais!

A novela foi um esplendor, sem críticas possíveis embora tenham ocorrido alguns erros de figurino e vocabulário

Mas esses erros foram esquecidos graças à competência de autores e diretores.

Não é sempre que vemos uma novela que abre espaço para o brilho de todos os atores e suas personagens. Os atores pareciam fascinados pelo trabalho e nos mostraram toda sua força, todo seu mergulho na arte da interpretação.

Não é possível apontar favoritos, apenas tornou-se obrigatório aplaudir em pé a maravilha que é essa menina Mel Maia! 

Também não pode passar em branco a participação de duas de nossas maiores damas do teatro: Nicete Bruno e Glória Menezes. A primeira pela volta ao trabalho mesmo no período de luto, e não um luto qualquer! A segunda pela coragem e entrega total à sua arte ao interpretar a Pérola monja, idosa e linda!

Quem acompanha o blog pode estar estranhando a abordagem de um tema tão "mundano", frívolo como uma novela. Outros, o time anti Globo vão ficar muito bravos com minha "perda de tempo". Mas eu explico. 

Foi uma bela e empolgante estória com uma  caracterização de época sensacional. Nos mostrou importantes dados sobre a história do país. Nossas músicas, os cabarés, as vedetes, o movimento trabalhista, as divergências políticas e o cenário nacional pré e durante a II Grande Guerra.

Este texto só veio parar aqui por causa do tema central da trama, o Budismo Tibetano, pouco presente na TV. Essa mesma TV que insiste cada dia mais em mostrar violência, sexo vulgar, vícios e irresponsabilidades de maneira geral, de repente nos deu uma breve passagem por conceitos de paz, amor, perdão, dedicação....

O mundo precisa disso!

Precisamos dar mais atenção ao que há de bom na humanidade ao invés de valorizarmos apenas o lado errado, o lado decadente.

A paz é possível, mas como dito no discurso final da Pérola Rinpoche, a paz, é uma decisão de cada um de nós, e o amor está lá no âmago de cada um. O amor altruísta, que reflete a compaixão. Conceitos que não deveriam ser exclusivos dos praticantes de nenhuma religião.

Deveriam estar no cotidiano de cada um de nós.

Como o nome desse veículo aqui é Paz e Tal.... aqui estou!

Parabéns à emissora, aos autores, aos diretores, equipe técnica e atores. Que venham os prêmios, o reconhecimento!




Namastê

sexta-feira, 7 de março de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mandalas no Carnaval






 “A mandala possui uma eficácia dupla: 
conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, 
se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função 
estimulante e criadora.”  C.G.Jung







O carnaval está chegando. Muita gente cai na folia já na sexta e só volta na quarta de cinzas. Acho ótimo! Fiz isso muitas vezes e adoro! 

Mas há os que preferem se dedicar a atividades de relaxamento e introspeção, como acontece agora com meu grupo.

Há muitas formas e ferramentas para que possamos usar os dias livres no reequilíbrio físico e mental. Podemos fazer isso usando a meditação, os mudras, as técnicas de relaxamento, as terapias corporais ou um mix disso tudo.

Como orientadora de work shops terapêuticos vi muitos bons resultados com esse trabalho. 

Você pode trabalhar sozinho caso tenha conhecimento suficiente de alguma das ferramentas citadas ou pode buscar ajuda de um terapeuta de forma individual ou em grupo.

Para quem gostou da ideia, vou sugerir para o período do carnaval uma ferramenta simples e muito eficiente , as mandalas.



A palavra mandala significa círculo em sânscrito e também é conhecida como um centro de concentração energética.

 É encontrada em várias culturas e religiões como objeto pelo qual se desenvolvem ritos de   adoração ou simples elemento decorativo .
E são lindas!

Na internet, há vários modelos de mandalas prontas ou para colorir. 

Você escolhe o que pretende usar.

Como usar as mandalas:

As mandalas podem ser usadas para simples contemplação.

 Neste caso, sente-se de forma confortável em um local tranquilo e mantenha a mandala ao alcance dos seus olhos.

Sem pensar em nada e respirando de forma suave mas completa, apenas a observe, veja cada detalhe, em qualquer direção que preferir.


Você também pode usa-las como instrumento de meditação:

- Usando os trabalhos disponíveis na rede como este: http://youtu.be/wo40VZVKzEo



-Se sua intenção é a interiorização, o voltar-se para si mesmo, comece a observa-la de fora para dentro até chegar ao seu centro.
 
Neste ponto coloque todo o seu ser, projete ali muito amor, muita paz, saúde e tudo aquilo que o faz feliz.

-Se você busca expansão de seu ser ou se apenas gostaria de dividir seu amor com toda a humanidade, desenvolvendo a compaixão (excelente ideia!) parta do centro da mandala onde você vai projetar tudo o que há de melhor e vá em direção à parte externa do desenho sempre tendo em mente a evolução do que você deseja para si e para o mundo.

- Escolha um desenho ainda sem as cores, tenha à mão lápis coloridos em todos os tons que conseguir. 

Coloque a mandala à sua frente e respirando com tranquilidade olhe para o desenho durante algum tempo até que você sinta que está totalmente focada nele e na sua observação.

 Observando o desenho e as sensações que você tiver, escolha as cores que vai utilizar começando a pintar do centro para fora. 

Faça isso pelo tempo que quiser, considerando que você não está obrigado a terminar o trabalho de uma só vez. Você pode interromper e terminar em outra(s) sessões.

As cores que você usar tem significados, mas é melhor não se preocupar com isso e deixar essa interpretação para quem conhece melhor o assunto. 

Em todos os casos, termine sempre com alguns minutos de respiração consciente, inspirando e expirando todo o ar possível de forma tranquila.

 Depois, retome seu ritmo respiratório natural e entoe algum mantra ou uma oração, qualquer coisa que você prefira e que possa enviar ao universo um sentimento de agradecimento e desejos de paz.

É muito bom, sei que vão gostar.

Depois me contem como foi!



Namastê